sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Eles...

Puxei-te para mim e beijei-te no peito, sentindo cada milímetro do teu mamilo entumescido no seu pleno sabor. As minhas mãos marcavam a cadência do teu quadril e daquele vai-e-vem em que o meu sexo te invadia e te explorava em novos lugares. Deixavas que os teus cabelos se emaranhassem por entre os meus dedos e fazias mesmo questão de largar a tua cabeça para trás de forma a que te causasse alguma dor. Em troca davas-me as unhas cravadas nos meus ombros e a pressão dos tuas mãos no cimo do meu tronco. Entre palavras de tesão e adjectivação ordinária que saiam por todos os poros do teu corpo, incitavas-me a que me afundasse cada vez mais em ti e que jamais reduzisse a cadência intrusiva do meu sexo no teu. Não quis que acabasse nunca e esqueci-me que de um mundo estávamos rodeados quando gritei a plenos pulmões pelo teu nome e repeti as definições da tua própria tesão. Nem as batidas fortes no outro lado da parede daquele quarto nos trouxeram à razão. Juraria que nem as ouvimos. Senti que de mim e em mim se gerava um arrepio crescente de lava que se preparava para jorrar pelas encostas do teu interior. Disse-to e abrandaste, percebendo que me querias mais e agora de outra perspectiva. De uma forma quase mecânica e perfeitamente sincronizada, rolámos os nossos corpos molhados e senti que ambos deslizámos, pois reabri os olhos e estava agora por trás de ti. Olhando-te o trio de tinta da tua tatuagem, acariciei-a e puxei-te para mim de forma violenta, quase condenável. Gemeste e suspiraste quando te rasguei o vácuo numa estocada e o repeti de forma progressivamente mais rápida. Reencontrámos o nosso ritmo, aquele que tanto sabíamos que gostávamos e que já era a nossa imagem quando nos amávamos. Disse-to mais uma vez pois pressenti que aquela dor deliciosa se aproximava entre ruídos gritados pelos nossos sexos. Quiseste-me lá dentro e apertaste-me como se esses teus lábios fossem um torno e não aqueles lindos contornos de pele rosada. Sabia que o querias sempre naquela altura e separei-me à força para te saborear na intimidade. O cheiro de nós enebriou-me e a minha boca saboreou-nos em cada centímetro do teu quente e da tua humidade. Contorceste-te convulsivamente por entre esgares de quase dor, mordeste-te nos lábios que pouco tempo atrás haviam albergado o meu sexo e saboreaste-os simultaneamente com aquela tua mania excitante de passar-lhes com a própria língua. Pediste-me que me viesse em ti e que não, não desta vez te fizesse explodir enquanto prisioneiro do teu baixo ventre. Que to fizesse partilhando os meus próprios espasmos e a agonia do abundante orgasmo dentro de ti. Pois em ti ficaria por mais algum tempo, abraçado e sôfrego, assistindo sem ver ao declíneo do meu próprio sexo, até que este ressurgisse novamente para te fazer feliz, ainda dentro de ti ou perdido na imensidão dos teus lábios.

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