Tirei-nos da gaveta e sacudi o pó
Do álbum de imagens que retalha a nossa vida
Sabia ao que ia sem esperança nem dó
Não pensei em pernoitar sem guarida
É mistério esta coisa da memória
De ousarmos querer respostas sem questão
De querer ser um parágrafo de história
Um ensejo dum ponto de exclamação
E pego nestes recortes
Em histórias dessa vida
Que falam mal de nós
E nos deixam sem abrigo
Eu só quero estar contigo
Estavas linda como sempre e feliz
Entre amigos e sorrisos que fizemos
Em poses que contadas eu não quis
Relembrar porque nem sempre nos quisemos
E agora nem o teu cheiro eu recordo
Fiz que não vi o caminho que seguiste
Vivo as horas e de noite não acordo
Tudo fiz da forma exacta que pediste
E pego nestes recortes
Em histórias dessa vida
Em momentos sem remorso
Que me esqueço ser amigo
Eu só quero estar contigo
Gabo-te a força e a vontade de não querer
Muito mais do pouco que tinha p´ra dar
Podias fazer algo para merecer
Mas escolheste o pedir em vez do dar
E seguiste o teu caminho sem olhar p´ra trás
É mais fácil não ficar p´ra velar a morte
Se o esqueceres facilmente quererás
Voltar a tentar a tua vida, a tua sorte
E peguei nestes recortes
Em histórias dessa vida
Que falaram mal de nós
E nos deixaram sem abrigo
Quando eu quis estar contigo
Written by: Mário Batista
18/05/08
sábado, maio 17, 2008
domingo, maio 04, 2008
Grito
Primeira página do jornal
Dá-me a volta à barriga
Entre putas, assassinos
Brigas laranjas, desatinos
Incestuosas prestações
De pedófilos e cabrões
Roubando impunemente
Empresários de gente
Campanhas contra a desgraça
Beijinhos e abraços na praça
Que país de merda este
Que de entre mil e um valores
Tivemos que dar destaque e fama
Aos filhos da puta e doutores
Alinhamos embaixadores
No pastel de nata e no turismo
Pomos o ónus da pátria lusa
Vendendo-a limpa, qual obtusa?
País de brandos costumes
Da agricultura e dos estrumes
Da terra fértil e brisa quente
De quem não mente ou cai um dente
Do mar azul e areal branco
Da libra rica em porto franco
Que país de merda este
Que só na história se escusa
Duma língua que ninguém fala ou lembra
Quem é Camões, o que é a musa?
Digo tudo ao mesmo tempo
E não consigo separar
Não há cá trigo nem joio
Está tudo por misturar
O grito de revolta que já demos
Mas que deixámos calar
Ainda nos vai foder a todos
E na primeira página publicar
Written by: Mário Batista
4 de Maio 2008
Dá-me a volta à barriga
Entre putas, assassinos
Brigas laranjas, desatinos
Incestuosas prestações
De pedófilos e cabrões
Roubando impunemente
Empresários de gente
Campanhas contra a desgraça
Beijinhos e abraços na praça
Que país de merda este
Que de entre mil e um valores
Tivemos que dar destaque e fama
Aos filhos da puta e doutores
Alinhamos embaixadores
No pastel de nata e no turismo
Pomos o ónus da pátria lusa
Vendendo-a limpa, qual obtusa?
País de brandos costumes
Da agricultura e dos estrumes
Da terra fértil e brisa quente
De quem não mente ou cai um dente
Do mar azul e areal branco
Da libra rica em porto franco
Que país de merda este
Que só na história se escusa
Duma língua que ninguém fala ou lembra
Quem é Camões, o que é a musa?
Digo tudo ao mesmo tempo
E não consigo separar
Não há cá trigo nem joio
Está tudo por misturar
O grito de revolta que já demos
Mas que deixámos calar
Ainda nos vai foder a todos
E na primeira página publicar
Written by: Mário Batista
4 de Maio 2008
Recado
É de ti que falo com a minha alma
Sempre que dela me lembro querer vingar
Pelos pensamentos ociosos e sofridos
De quem não tem mais nada que pensar
Relembro-te nua e fria sobre a cama
Enrolada em ti mesma, fingindo dormir
Controlando a respiração falsamente calma
Para que não tivesses que te despedir
Olhava-te uma última vez
Dizia-te o que querias ouvir
Para que percebesses uma vez mais
Que esta era a minha vez de ir
Deixei-te o recado que nunca irias ler
Porque da minha boca, horas antes
Conseguiste perceber
Que não deu para forçar
Que não me quiseste amar
Dei o benefício a mim mesmo
Porque o quis e merecia-o uma vez mais
Fui apanhado numa confusão de palavras
Mais do que poucas, irracionais
Desci a escada com o sentimento
De que não queria mais voltar
A ter que deixar de viver
Não queria ter de ver tudo acabar
E saí para a rua sentindo a chuva cair
Não me abriguei, não tive medo
Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida
Não é tarde, é bem cedo
Deixei-te o recado que nunca irias ler
Porque da minha boca, horas antes
Conseguiste perceber
Que não deu para forçar
Que não me quiseste amar
Written by: Mário Batista
4 de Maio 2008
Sempre que dela me lembro querer vingar
Pelos pensamentos ociosos e sofridos
De quem não tem mais nada que pensar
Relembro-te nua e fria sobre a cama
Enrolada em ti mesma, fingindo dormir
Controlando a respiração falsamente calma
Para que não tivesses que te despedir
Olhava-te uma última vez
Dizia-te o que querias ouvir
Para que percebesses uma vez mais
Que esta era a minha vez de ir
Deixei-te o recado que nunca irias ler
Porque da minha boca, horas antes
Conseguiste perceber
Que não deu para forçar
Que não me quiseste amar
Dei o benefício a mim mesmo
Porque o quis e merecia-o uma vez mais
Fui apanhado numa confusão de palavras
Mais do que poucas, irracionais
Desci a escada com o sentimento
De que não queria mais voltar
A ter que deixar de viver
Não queria ter de ver tudo acabar
E saí para a rua sentindo a chuva cair
Não me abriguei, não tive medo
Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida
Não é tarde, é bem cedo
Deixei-te o recado que nunca irias ler
Porque da minha boca, horas antes
Conseguiste perceber
Que não deu para forçar
Que não me quiseste amar
Written by: Mário Batista
4 de Maio 2008
Caixote Lilás
É difícil descrever-te
Andas vestido a rigor
No macio veludo encontras traje
No metal prata o vigor
És ao longe parte da guitarra
Aos olhos leigos um objecto
Que por mais cor de contraste
Não conquista o afecto
Caixote lilás
Caixinha de sonhos
Cospes os gritos da guitarra
Iluminas as palavras do poeta em nós
Entras com um feedback agudo
Que magoa o ouvido e rouba a voz
Às tuas costas um pato amarelo
Bico vermelho e perfil importante
Não é de ícones que precisas
Para uma pose marcante
Caixote lilás
Caixinha de sonhos
Caixote lilás
Cofre dos meus sonhos
De ensaio em concerto
Pegado e largado com bravura
Do calor do Aquário ao frio do salão de baile
A tudo resiste a tua casca dura
Fazes parte da viagem
Trilhas a estrada que merecemos
Afinas com o suor dos nossos rostos
Dás-nos mais do que a ti já devemos
Caixote lilás
Caixinha de sonhos
Caixote lilás
Cofre dos meus sonhos
Written by: Mário Batista
4 de Maio 2008
Andas vestido a rigor
No macio veludo encontras traje
No metal prata o vigor
És ao longe parte da guitarra
Aos olhos leigos um objecto
Que por mais cor de contraste
Não conquista o afecto
Caixote lilás
Caixinha de sonhos
Cospes os gritos da guitarra
Iluminas as palavras do poeta em nós
Entras com um feedback agudo
Que magoa o ouvido e rouba a voz
Às tuas costas um pato amarelo
Bico vermelho e perfil importante
Não é de ícones que precisas
Para uma pose marcante
Caixote lilás
Caixinha de sonhos
Caixote lilás
Cofre dos meus sonhos
De ensaio em concerto
Pegado e largado com bravura
Do calor do Aquário ao frio do salão de baile
A tudo resiste a tua casca dura
Fazes parte da viagem
Trilhas a estrada que merecemos
Afinas com o suor dos nossos rostos
Dás-nos mais do que a ti já devemos
Caixote lilás
Caixinha de sonhos
Caixote lilás
Cofre dos meus sonhos
Written by: Mário Batista
4 de Maio 2008
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