Can´t take your taste off from my lips, no matter how hard I try. It doesn´t matter if it felt like one of the most important things I´ve experienced in this life. It doesn´t matter if it felt like the lips I wanted to taste since I remember my life got started. And it really doesn´t matter if this felt so right. What really matters is the taste of that moment bangging on my head since that afternoon. I can´t get rid of it. The way you opened your mouth like you premeditated that moment since the first time we met. Your weak excuse for not kissing me saying you had just finished a cigarrette. But that wasn´t strong enough... and you did it, in the second I challenged you to taste my tongue...and it felt so right. There, I said it. Maybe you didn´t notice but I had to get out. As fast as I could before saying something I might regret. Something you wouldn´t understand. Of course you wouldn´t. And so I left, offering you nothing more than a quick and nervous smile. I drove my car having you by my side all the way. Tasting you a thousand times more, one after the other, by pressing my lips against each other and wishing some more of your taste could suddenly appear in a form of a tear drop I would swallow immediately. Damn, it felt so right. Now I will have to forget you. I will have to let you go. I will love you in silence like if I did something wrong. But it felt so right...
segunda-feira, abril 27, 2009
quinta-feira, abril 23, 2009
Esfíncter assado
Um cordial até já, seus cagalhões.
terça-feira, abril 14, 2009
Quantos são?
Quando tudo o resto é contra mim
Vou esperar sentado que a tempestade
Varra o luto, a dor e a má vontade
Venham todos, estou aqui, quantos são?
Ouço o que não quero e calo
Afrontas mudas e banais
Boatos de quem se quer ouvir
Ou quer saber para onde estou a ir
Venham todos, estou aqui, quantos são?
Alguém me conhece?
Marco passo e caminho devagar
Olhando em meu redor
Não me ameaça não saber onde
Está o que espreita, mas o que esconde
Venham todos, estou aqui, quantos são?
Alguém me conhece?
Quem diz que faz e acontece?
Dou peito às balas de prata
Querem o monstro, vão ter de achar
O esconderijo onde habito
Entre a verdade e o mito
Venham todos, estou aqui, quantos são?
Alguém me conhece?
Quem diz que faz e acontece?
Quem quer ver o que tenho na mão?
Espero pois é essa a minha arma
Dou-vos a conhecer o meu segredo
Vou estar onde me quiserem ver
Mas vão ter de aparecer
Porto de Abrigo
Omito, de mim mesmo as marcas da tua vida
Enfrento, o teu corpo prestes a sentir o seu sabor
Decido, avançar sem ter por fim um destino
E liberto-me de uma só vez
Perdido na tua tez
Ou como a imagino
Sonho, como a criança que quer ir brincar
Escondo, qualquer réstia de segredo ausente
Finjo, se me olhas quando olho para ti
Fujo, rumo ao mais longe que consigo
E ajoelho-me num canto
Feito sem dor e sem pranto
O meu porto de abrigo
Só dependo de mim
E a ninguém vou contar
Que no fundo o meu sorriso
Não é mais do que um olhar
(Que se esconde atrás de mim…)
Liberto, qualquer pergunta que quero fazer
Cobro, a todos aqueles que se calam
Enjeito, e acometo-me a decidir sozinho
Malfeito, mas certo de que vou sobreviver
E largo-me à aventura
Sem brio e sem candura
Mesmo que tenha de morrer
Permito, que duvidem do que bem quiserem
Ressuscito, e aceno a quem me quer ver
Celebro, pelas noites que não quis dormir
Aceito, que tudo o que me fez mal só me fez bem
E choro por alegria
Que da noite nasce um dia
Na terra de alguém
Só dependo de mim
E a ninguém vou contar
Que no fundo o meu sorriso
Não é mais do que um olhar
Em redor da minha imagem
Dos que me querem assim
Tão real como a pele
Que se esconde atrás de mim
(Que se esconde atrás de mim…)
domingo, abril 12, 2009
Não eras tu
Chamei-te por entre o suor do grito
Naqueles breves momentos dum despertar estranho
Em terra desconhecida e paisagem invisível
Não eras tu a meu lado
Por entre o cheiro de um amor a que dei nome
Em lençóis quebrados de agitação
Vi-me no reflexo do meu corpo
Não eras tu a meu lado
Isolado e mais sozinho que nunca
Revi todas as imagens dessa noite
(ou como a lembrava)
Não eras tu a meu lado
Pus-me de pé certo de querer sair
Algures por uma porta do labirinto
E na cama deixei a forma de mulher
Não eras tu a meu lado
O dia amanhecera sem pedir
Desci o que me pareceram mil escadas
Olhei para o antro da minha última vez
Não eras tu a meu lado
Disse-to sabendo que o não querias
Que o não saberias explicar
Nunca seria teu, certamente
Não eras tu a meu lado
Troçaste da minha liberdade
Rogaste-me pragas por querer viver
Momentos que nunca teremos
Amor que nunca faremos
Imagens que sabemos
Não eras tu a meu lado
Se morrermos choro
Tento mentir ao tempo enquanto espero
Pela resposta pronta que outrora tive
A mensagem seguiu só num sentido
Mas se não respondes ela não vive
Disse muito mais do que merecias
Abri-me em portas de par em par
Não me contive para que me tivesses
E fizeste sempre por recusar
Até num beijo me dei em sorte
Na esperança de ter-te na minha boca
Um suspiro a quente e uma incerteza
Pouco mais que coisa pouca
Deixei que essa memória me arruinasse
Me atormentasse de noite e dia
O sabor dos lábios que quis provar
Dentro do teu corpo em euforia
E fiquei sem nada
E dei-te tudo sem nada pedir
E foi mesmo nada que me deste em troca
E com esse nada vou ter de seguir
Olho em volta nesta nova vida
No espaço que me coube em sorte
Invento o tempo em novas eras
Enterro o fraco e ressuscito o forte
Mas toda a ironia vive de sadismo
Brinca como se não houvesse amanhã
Pois faz do hoje um cruel amigo
E da vida passada uma imagem vã
Lança às chamas madeira seca
Ateia um fogo que não consome
Pois vento forte nunca apaga
E água não mata a fome
Precisava mesmo de acreditar
Que tudo não passou de uma aventura
Onde fui herói e tu vilã
Que procurei no teu mal a minha cura
E fiquei sem nada
E dei-te tudo sem nada pedir
E foi mesmo nada que me deste em troca
E com esse nada vou ter de seguir