segunda-feira, abril 27, 2009

Felt so right...

Can´t take your taste off from my lips, no matter how hard I try. It doesn´t matter if it felt like one of the most important things I´ve experienced in this life. It doesn´t matter if it felt like the lips I wanted to taste since I remember my life got started. And it really doesn´t matter if this felt so right. What really matters is the taste of that moment bangging on my head since that afternoon. I can´t get rid of it. The way you opened your mouth like you premeditated that moment since the first time we met. Your weak excuse for not kissing me saying you had just finished a cigarrette. But that wasn´t strong enough... and you did it, in the second I challenged you to taste my tongue...and it felt so right. There, I said it. Maybe you didn´t notice but I had to get out. As fast as I could before saying something I might regret. Something you wouldn´t understand. Of course you wouldn´t. And so I left, offering you nothing more than a quick and nervous smile. I drove my car having you by my side all the way. Tasting you a thousand times more, one after the other, by pressing my lips against each other and wishing some more of your taste could suddenly appear in a form of a tear drop I would swallow immediately. Damn, it felt so right. Now I will have to forget you. I will have to let you go. I will love you in silence like if I did something wrong. But it felt so right...

quinta-feira, abril 23, 2009

Esfíncter assado

Cago para os spots de TV. Cago para os spots de rádio. Cago para os outdoors. Cago para os mupis. Cago para os anúncios de imprensa. Cago para o design e cago para a publicidade em geral. Cago para os mailings. Cago para o estacionário. Cago para a sinalética. Cago para os PLV´s. Cago para os Stand Up´s. Cago para os stoppers. Cago para os topos. Cago para os folhetos. Cago para as monofolhas. Cago para as brochuras. Cago para os Relatórios e Contas. Cago para os brindes. Cago para a logística. Cago para os eventos. Cago para os sites. Cago para os e-mailings. Cago para os SMS`s. Cago para os MMS´s e cago para o relacional em geral. Cago para o marketing. Cago para o downsizing. Cago para o brainstorming. Cago para o planeamento. Cago para as artes-finais. Cago para a produção gráfica. Cago para o briefing. Cago para o debriefing. Cago para o empreendorismo. Cago para os objectivos. Cago para o income. Cago para o breakeven. Cago para a facturação. Cago para a adjudicação. Cago para a nota de encomenda. Cago para a guia de remessa. Cago para a guia de transporte. Cago para os clientes.E por mais que cague, os filhos da puta dos cagalhões continuam a boiar, a olhar para mim com ar de gozo e a fazer parte da minha vidinha triste de gajo pobre. Se puxar o autocolismo talvez os foda, certo?! Flush it!
Um cordial até já, seus cagalhões.

terça-feira, abril 14, 2009

Quantos são?

O tempo joga a meu favor
Quando tudo o resto é contra mim
Vou esperar sentado que a tempestade
Varra o luto, a dor e a má vontade

Venham todos, estou aqui, quantos são?

Ouço o que não quero e calo
Afrontas mudas e banais
Boatos de quem se quer ouvir
Ou quer saber para onde estou a ir

Venham todos, estou aqui, quantos são?
Alguém me conhece?

Marco passo e caminho devagar
Olhando em meu redor
Não me ameaça não saber onde
Está o que espreita, mas o que esconde

Venham todos, estou aqui, quantos são?
Alguém me conhece?
Quem diz que faz e acontece?

Dou peito às balas de prata
Querem o monstro, vão ter de achar
O esconderijo onde habito
Entre a verdade e o mito

Venham todos, estou aqui, quantos são?
Alguém me conhece?
Quem diz que faz e acontece?
Quem quer ver o que tenho na mão?

Espero pois é essa a minha arma
Dou-vos a conhecer o meu segredo
Vou estar onde me quiserem ver
Mas vão ter de aparecer

Porto de Abrigo

Hesito, mas defini na minha mente os teus contornos
Omito, de mim mesmo as marcas da tua vida
Enfrento, o teu corpo prestes a sentir o seu sabor
Decido, avançar sem ter por fim um destino
E liberto-me de uma só vez
Perdido na tua tez
Ou como a imagino

Sonho, como a criança que quer ir brincar
Escondo, qualquer réstia de segredo ausente
Finjo, se me olhas quando olho para ti
Fujo, rumo ao mais longe que consigo
E ajoelho-me num canto
Feito sem dor e sem pranto
O meu porto de abrigo

Só dependo de mim
E a ninguém vou contar
Que no fundo o meu sorriso
Não é mais do que um olhar
(Que se esconde atrás de mim…)

Liberto, qualquer pergunta que quero fazer
Cobro, a todos aqueles que se calam
Enjeito, e acometo-me a decidir sozinho
Malfeito, mas certo de que vou sobreviver
E largo-me à aventura
Sem brio e sem candura
Mesmo que tenha de morrer

Permito, que duvidem do que bem quiserem
Ressuscito, e aceno a quem me quer ver
Celebro, pelas noites que não quis dormir
Aceito, que tudo o que me fez mal só me fez bem
E choro por alegria
Que da noite nasce um dia
Na terra de alguém

Só dependo de mim
E a ninguém vou contar
Que no fundo o meu sorriso
Não é mais do que um olhar
Em redor da minha imagem
Dos que me querem assim
Tão real como a pele
Que se esconde atrás de mim
(Que se esconde atrás de mim…)

domingo, abril 12, 2009

Não eras tu

Chamei-te por entre o suor do grito

Naqueles breves momentos dum despertar estranho

Em terra desconhecida e paisagem invisível

Não eras tu a meu lado

Por entre o cheiro de um amor a que dei nome

Em lençóis quebrados de agitação

Vi-me no reflexo do meu corpo

Não eras tu a meu lado

Isolado e mais sozinho que nunca

Revi todas as imagens dessa noite

(ou como a lembrava)

Não eras tu a meu lado

Pus-me de pé certo de querer sair

Algures por uma porta do labirinto

E na cama deixei a forma de mulher

Não eras tu a meu lado

O dia amanhecera sem pedir

Desci o que me pareceram mil escadas

Olhei para o antro da minha última vez

Não eras tu a meu lado

Disse-to sabendo que o não querias

Que o não saberias explicar

Nunca seria teu, certamente

Não eras tu a meu lado

Troçaste da minha liberdade

Rogaste-me pragas por querer viver

Momentos que nunca teremos

Amor que nunca faremos

Imagens que sabemos

Não eras tu a meu lado

Se morrermos choro

Tento mentir ao tempo enquanto espero

Pela resposta pronta que outrora tive

A mensagem seguiu só num sentido

Mas se não respondes ela não vive

Disse muito mais do que merecias

Abri-me em portas de par em par

Não me contive para que me tivesses

E fizeste sempre por recusar

Até num beijo me dei em sorte

Na esperança de ter-te na minha boca

Um suspiro a quente e uma incerteza

Pouco mais que coisa pouca

Deixei que essa memória me arruinasse

Me atormentasse de noite e dia

O sabor dos lábios que quis provar

Dentro do teu corpo em euforia

E fiquei sem nada

E dei-te tudo sem nada pedir

E foi mesmo nada que me deste em troca

E com esse nada vou ter de seguir

Olho em volta nesta nova vida

No espaço que me coube em sorte

Invento o tempo em novas eras

Enterro o fraco e ressuscito o forte

Mas toda a ironia vive de sadismo

Brinca como se não houvesse amanhã

Pois faz do hoje um cruel amigo

E da vida passada uma imagem vã

Lança às chamas madeira seca

Ateia um fogo que não consome

Pois vento forte nunca apaga

E água não mata a fome

Precisava mesmo de acreditar

Que tudo não passou de uma aventura

Onde fui herói e tu vilã

Que procurei no teu mal a minha cura

E fiquei sem nada
E dei-te tudo sem nada pedir
E foi mesmo nada que me deste em troca
E com esse nada vou ter de seguir