Hesito, mas defini na minha mente os teus contornos
Omito, de mim mesmo as marcas da tua vida
Enfrento, o teu corpo prestes a sentir o seu sabor
Decido, avançar sem ter por fim um destino
E liberto-me de uma só vez
Perdido na tua tez
Ou como a imagino
Sonho, como a criança que quer ir brincar
Escondo, qualquer réstia de segredo ausente
Finjo, se me olhas quando olho para ti
Fujo, rumo ao mais longe que consigo
E ajoelho-me num canto
Feito sem dor e sem pranto
O meu porto de abrigo
Só dependo de mim
E a ninguém vou contar
Que no fundo o meu sorriso
Não é mais do que um olhar
(Que se esconde atrás de mim…)
Liberto, qualquer pergunta que quero fazer
Cobro, a todos aqueles que se calam
Enjeito, e acometo-me a decidir sozinho
Malfeito, mas certo de que vou sobreviver
E largo-me à aventura
Sem brio e sem candura
Mesmo que tenha de morrer
Permito, que duvidem do que bem quiserem
Ressuscito, e aceno a quem me quer ver
Celebro, pelas noites que não quis dormir
Aceito, que tudo o que me fez mal só me fez bem
E choro por alegria
Que da noite nasce um dia
Na terra de alguém
Só dependo de mim
E a ninguém vou contar
Que no fundo o meu sorriso
Não é mais do que um olhar
Em redor da minha imagem
Dos que me querem assim
Tão real como a pele
Que se esconde atrás de mim
(Que se esconde atrás de mim…)
terça-feira, abril 14, 2009
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