domingo, abril 12, 2009

Não eras tu

Chamei-te por entre o suor do grito

Naqueles breves momentos dum despertar estranho

Em terra desconhecida e paisagem invisível

Não eras tu a meu lado

Por entre o cheiro de um amor a que dei nome

Em lençóis quebrados de agitação

Vi-me no reflexo do meu corpo

Não eras tu a meu lado

Isolado e mais sozinho que nunca

Revi todas as imagens dessa noite

(ou como a lembrava)

Não eras tu a meu lado

Pus-me de pé certo de querer sair

Algures por uma porta do labirinto

E na cama deixei a forma de mulher

Não eras tu a meu lado

O dia amanhecera sem pedir

Desci o que me pareceram mil escadas

Olhei para o antro da minha última vez

Não eras tu a meu lado

Disse-to sabendo que o não querias

Que o não saberias explicar

Nunca seria teu, certamente

Não eras tu a meu lado

Troçaste da minha liberdade

Rogaste-me pragas por querer viver

Momentos que nunca teremos

Amor que nunca faremos

Imagens que sabemos

Não eras tu a meu lado

2 comentários:

raco disse...

Como sabes, gosto muito da tua prosa... mas fico particularmente contente por me estares a dar material para trabalhar!!! E do bom!!!

Facadas disse...

Thanks my friend. É esse o objectivo...
M