Chamei-te por entre o suor do grito
Naqueles breves momentos dum despertar estranho
Em terra desconhecida e paisagem invisível
Não eras tu a meu lado
Por entre o cheiro de um amor a que dei nome
Em lençóis quebrados de agitação
Vi-me no reflexo do meu corpo
Não eras tu a meu lado
Isolado e mais sozinho que nunca
Revi todas as imagens dessa noite
(ou como a lembrava)
Não eras tu a meu lado
Pus-me de pé certo de querer sair
Algures por uma porta do labirinto
E na cama deixei a forma de mulher
Não eras tu a meu lado
O dia amanhecera sem pedir
Desci o que me pareceram mil escadas
Olhei para o antro da minha última vez
Não eras tu a meu lado
Disse-to sabendo que o não querias
Que o não saberias explicar
Nunca seria teu, certamente
Não eras tu a meu lado
Troçaste da minha liberdade
Rogaste-me pragas por querer viver
Momentos que nunca teremos
Amor que nunca faremos
Imagens que sabemos
Não eras tu a meu lado
2 comentários:
Como sabes, gosto muito da tua prosa... mas fico particularmente contente por me estares a dar material para trabalhar!!! E do bom!!!
Thanks my friend. É esse o objectivo...
M
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