Vieste porque te apeteceu, nada mais declaraste
Querias porque sim, de rompante, logo ali
Sem ter nada para dizer, mais valia
Que tivesses ficado onde estavas
É que de bom pouco ou nada me trouxeste
Surdo, inerte, fiquei
Aprendi a calar p´ra não ter que te dizer
“Melhor, quero que te fodas”
E é aqui tão perto que te sinto
Cheiro-te a cada passo que dás
Pressinto-te a apanhar-me por trás
E matas-me, e eu morro
Dá-me agora um minuto do teu tempo
Pois o tempo cobra-nos pelo estrago
E tu deves-me horas, dias em barda
Paga-me e fá-lo rapidamente
É que não vou hipotecar a minha vida
Nada, ninguém mais virá
Preferias que te dissesse “já chega”
Nem esse prazer te vou dar
E é aqui tão perto que te sinto
Montas o cerco e convidas-me a entrar
Mas nem sequer me deixas espreitar
E matas-me, e eu morro
segunda-feira, novembro 26, 2007
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário