(a outra letra, também esta escrita há alguns anos e que também dá voz a outra música dos Flirt, incluída no seu 1º álbum - em gravação a partir de hoje! - chamado "Arquétipos da Alma")
Hoje vou sair à rua, investir na minha sorte
Cruzar-me com os destinos que teimam em existir
Pisar as pedras do caminho emanando um cheiro forte
Entre brigas, desatinos de poemas a fingir
Vou largar-me numa tasca, agarrar-me ao balcão
Embriagar-me em palavras escrever uma canção
Conceder-me o desejo de ser minha fada-madrinha
Reaver-me na idade, na vida que então tinha
Anjo que o tempo me destinou
Suas asas vou usar
Para poder sair daqui
Num imenso céu voar
Hoje vou sair à rua misturar-me com os sítios
Saciar minha vontade de ver o dia nascer
Comentar o mal alheio (um cinismo dos meus vícios)
A mania da idade que eu quero sempre ter
Vou largar-me numa tasca, agarrar-me ao balcão
Embriagar-me em palavras escrever uma canção
Na linha do horizonte vou pedir para ficar
Reason Why:
Quando sós, interpretamos mal a segurança deste estado. Depois, quando não sós, ansiamos a liberdade de um conceito que voltamos a desejar. É a confirmação da negação enquanto arquétipo das almas humanas. Tentamos a sorte na busca do prazer esguio e fugaz, mas mesmo assim delicioso ao ponto de nos arrastar para uma vivência de busca sem grande sentido. E é essa busca que acreditamos ser a última, a derradeira, a necessária agonia com vista à obtenção do parceiro desde sempre desejado. Aquele que imaginámos em sonhos e que a vida nos ensina a esfumar entre desilusões, sofrimento e acomodação. Talvez por isso, a essa mulher chamei Anjo, pois dela esperaria elevação, brancura, languidez no movimento e trato. Nas suas asas me deixaria levar para longe, fosse esse o meu destino, fossem essas as rotas dos anjos.
segunda-feira, novembro 26, 2007
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