É de outro o espelho no qual me revejo após todos estes anos
Não reconheço a cor dourada na moldura deste vidro
Nem o seu brilho é igual, e embaciado me reflecte agora
É de outro a cadeira onde me sento e reflicto após a busca
Encosto-me e rebusco o conforto nos seus braços
Mas não são estas as formas talhadas onde outrora repousei
É de outro o chão que piso e onde se amontoam despojos
Do que fui, do que serei e do que nem sequer equacionei
Haja vento que os leve ou maré que os arraste p´ra longe
Longe, do sítio
Longe, algures
Longe, por certo
Perto de nenhures
segunda-feira, novembro 26, 2007
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