De certeza que alguém me está a gozar. Sei que só é possível que tudo isto me esteja a acontecer, porque alguém me está a gozar. Ele, Aquele lá em cima, ou qualquer alma penada cá em baixo. Mas se apanho o filho da puta...
Basicamente, sou um gajo normal, casado e com filhos, que trabalha para viver. Mas as coisas não me correm bem. E por “não me correm bem”, leia-se mesmo isso, não é um “mais ou menos”. Não, as coisas não me correm bem! Correm-me mal!
Chateio-me diariamente com a mulher, irrito-me frequentemente com a criançada, estou farto do que faço no trabalho, estou gordo e não consegui pagar a última mensalidade do ginásio, tenho que fazer mensalmente depilação com cera nas costas e nem sempre o meu Benfica ganha. Tenho para a troca em pelo menos cinco destas coisas!
O que quero? Utilizar estas novas tecnologias da internet para desabafar com todos aqueles que me queiram ouvir e mesmo comentar. Pedi ao meu amigo Mário para usar o seu espaço, blog como lhe chamam. Inicialmente ele escusou-se (e esquivou-se) em mil desculpas de que isto era um blog sério, onde ele gostava de escrever coisas igualmente sérias e adequadas. Insisti por isso mesmo, porque não me sinto capaz de criar uma coisa destas apenas com o objectivo que tenho, pois tornar-se-ia uma fonte de testemunhos tristes e uma estridente carpideira. Para além disso, não tenho muitos amigos. Só o Carlos, que é escriturário lá no trabalho, e esse só usa a internet para ir aos sites pornográficos.
Precisava das palavras inpiradas do meu amigo Mário para ir intervalando o tom. (Ele escreve bem, não brinca em serviço. Adorava ter a sua inspiração e genuidade!). Mas não me interpretem mal, também não acho que o que escrevo seja assim tão chato! Apenas preciso de um “amortecedor qualitativo” onde possa depositar os meus queixumes.
O Mário lá acedeu, com algumas restrições: primeiro, só posso colocar um post por semana (acho que é assim que chamam aos textos aqui no blog); segundo, não posso escrever asneiras (com uma excepção apenas para a que está no início deste texto!, porque já estava escrita...); e terceiro, se ele sentir que “a coisa” (como o Mário lhe chamou, fiquei f.... lixado com ele por causa isso...!) está a ficar muito lamechas ou deprimente, corta-me o acesso!
Em resumo, a partir de agora, amigos do Mário ou curiosos que o lêem, ter-me-ão aqui por perto. Espero ser digno da vossa atenção e, quiçá, poder contar com a vossa amizade num futuro próximo.
Não obedecerei a um planeamento para aquilo que escrevo. Apenas escreverei o que me for chegando à boca, esperando que não se trate de um vómito. Dir-mo-ão vocês. Mas sempre que souber o que quero escrever da próxima vez que “postar” (hum, estou a começar a entrar na onda e na linguagem...), di-lo-ei. Não é por nada, mas já sei o que lá vem... na próxima semana, decidi-me por escrever sobre a minha procura de um novo rumo profissional.
Até lá amigos. Um abraço e inté. Zé.
sexta-feira, novembro 16, 2007
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