Não tenho vontade de passar por tudo outra vez
Tenho um palmo de testa que me chama à razão
E o bom senso de não me deixar enganar pela emoção
Não tenho vontade de deixar de existir outra vez
Ver no espelho a imagem de alguém que não eu
E viver de alma triste num corpo que a inibe e que não é o meu
Dizem-me egoísta sem perceber
Que não é crime querer-me proteger
Que atire a primeira pedra
Quem nunca se quis defender
Fico bem, porque estou bem
Sou como quero
E quero ser
Não tenho vontade de adiar tudo outra vez
Passar o tempo a construir um mundo onde não quero viver
Crio uma imagem e faço-me objecto que alguém me deixa ser
Não tenho vontade de me deixar levar pela tempestade
Ser um barco perdido num oceano onde não sei navegar
Na tempestade que me empurra para longe e me faz naufragar
Olham-me com olhos de pena
Um pobre viajante de pele morena
Nada disso é para mim
Sou o actor que comanda a cena
Fico bem, porque estou bem
Sou como quero
E quero ser
Não tenho vontade para mais incertezas
Chegou a minha vez do tudo ou nada
Não tenho tempo para a pessoa errada
Fico bem, porque estou bem
Sou como quero
E quero ser
domingo, junho 14, 2009
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