Saio à rua para respirar a noite
Dou-me aos seus conselhos
E a onde ela me quiser levar
Dos passeios faço estrada
E viajo a velocidade incerta
Rumo ao destino que me calhar
Entram por mim os cheiros
Da calçada imunda e quebrada
Que todos pisam sem olhar
São becos em que me perco
Escuras vielas onde nunca me encontrei
Mas onde sei que não quero morar
Mas as luzes não param de brilhar
Como se me quisessem ajudar
São faróis que me guiam num mar de gente
E me deixam a salvo
Do meu naufrágio
Eminente
Luzes da cidade,
Candeias da minha vontade
Saio à rua para fugir
De mim mesmo ou de alguém que não esqueci
Mas sei que vou ter de lutar
Deixo para trás as muralhas do meu forte
Que me defendem de tudo o que não quero
Por mais que o tentem assaltar
E vejo as sombras de mil almas
Que deambulam já perdidas
Ou ainda à espera de se encontrar
E não sinto pena de ninguém
E a ninguém a noite dá pena
Prefere dar cheiro a quem a respirar
E as luzes não param de brilhar
Como se me quisessem ajudar
São faróis que me guiam num mar de gente
E me deixam a salvo
Do meu naufrágio
Eminente
Luzes da cidade,
Candeias da minha vontade
segunda-feira, junho 15, 2009
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