Chamaram-te de tudo um pouco
Diabo de saias, mulher fatal
Viúva negra
Anjo puro, celestial
Não fazem ideia do que dizem
Ninguém te viu como eu vi
És feita de vento e de chuva
Que levou tudo o que perdi
Chamaram-te à parte para saber
Qual o segredo que escondias
A cor da chave
Da porta que nunca abrias
Não fazem ideia do que dizem
Tu nunca falas a verdade
És feita do fogo e da indecência
Que me alimentam a insanidade
Diz-me porquê
Entraste em mim sem pedir licença
Invadiste tudo o que querias explorar
Pilhaste o que tinha de melhor
Queimaste o que não podias levar
Fica bem que eu fico mal
Alimento-me de água e sal
Chamaram-te fácil e cruel
No que a mim deste e tiraste
Perdoo-te
Porque sempre me avisaste
Não fazem ideia do que dizem
Aprendi mais do que sofri
Fui um escravo ao teu serviço
Na liberdade que escolhi
Agora chamo-te e não vens
E nem sei mais o que gritar
Perco a minha voz
Mas não tenho mais nada para falar
Não faço ideia do que digo
Sou um louco sem razão
Abandonado à minha sorte
Por ter escolhido dizer não
Diz-me porquê
Entraste em mim sem pedir licença
Invadiste tudo o que querias explorar
Pilhaste o que tinha de melhor
Queimaste o que não podias levar
Fica bem que eu fico mal
Alimento-me de água e sal
quinta-feira, junho 04, 2009
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