sábado, junho 27, 2009

Poema que acabou em prosa

Diz-me, como queres que conte a história
Diz-me, que eu faço como quiseres
Se começo pelo princípio
No beijo que ansiámos
No futuro que traçámos
Em tudo o que acreditámos
Ou se começo pelo fim
Na desilusão que queimou
No olhar que se apagou
No nada que restou
Diz-me, como queres que conte a história
Diz-me, que eu faço como quiseres

Lembra-te apenas
De fingir que isto é um jogo
Evitas as lágrimas que te fazem sofrer
E se a vantagem é tua
Ou se a vantagem foi minha
O resultado é justo
Acabámos ambos por perder

Deixemos espaço à memória
Este é um conto que não deu em história
Poema que acabou em prosa

Diz-me, conta-me tudo o que pensas
Diz-me, algum dia vamos ter de falar
Se ainda o quisermos
Haverá muito a perceber
Vamos ter que entender
Se o nós acabou por morrer
Ou se o não queremos mais
Pois era tempo de parar
Soltar amarras e navegar
Longe do rio e perto do mar
Diz-me, conta-me tudo o que pensas
Diz-me, algum dia vamos ter de falar

Lembra-te apenas
Que por mais luta que te desse
O teu orgulho é talhado a teimosia
E se a vantagem é tua
Ou se a vantagem foi minha
O resultado é justo
Qualquer noite dá lugar ao dia

Deixemos espaço à memória
Este é um conto que não deu em história
Poema que acabou em prosa
Deixemos espaço à memória
Este é um conto que não deu em história
Poema que acabou em prosa…

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