Salto de uma canção para outra
Entoando-as como as sinto
Frívolas na personalidade
Vingativas na crueldade
Tão verdadeiras, que lhes minto.
Esventram-me como adagas
Punhais luzidios que ferem de morte
E não são mais que palavras
Lamentos vis em rimas parvas
Duma alma que me coube em sorte.
De mim
Para alguém
Ou para mim.
É uma missão que sei ingrata
Um masoquismo do ser
Exorcismos não me libertam
Dos demónios que me cercam
E com quem sei conviver.
E sei que alguém entende
Sei que toco em alguém
Não foi por encomenda ou pedido
Por conversa que tenha tido
Ou em que tenha estado também.
De mim
Para alguém
Ou para mim.
Disse um dia ao Amigo
Que isso me faz feliz
Mas não é mais importante
Que a certeza gratificante
De conhecer quem o diz
É a mim que reconheço
Em cada dia que passa
Nas palavras que não digo
Virado para o meu umbigo
Sem esperar que alguém o faça.
De mim
Para alguém
Ou para mim.
quinta-feira, julho 24, 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário