Vejo-me a pisar a relva descalço e a sentir a humidade
Da lua cheia numa noite de Verão
A mergulhar na água quente que a maré vai abanando.
Ouço-me em voz na canção que então prefiro
Sentado no meu palco vazio
A saltar para o mar de gente que me quer mais que ninguém.
Cheiro-me no odor do suor depois do sexo
Enquanto fumo na varanda sobre a cidade
A lembrar o meu passado com desdém.
Provo-me no sal da tua pele e no que esta brilha ao sol
Lembro que a disseste doce como mel
A certeza que tenho de que ambos somos um só.
Sinto-me bem com as coisas e com o meu Mundo
Pouco noto do escárnio a que o remetem
A minha vida está no ar fresco que respiro.
E ando por onde quero
E canto para me ouvir
Faço amor com quem tenho
Sou um viajante sem guarida
Que faz da chegada a partida.
terça-feira, julho 22, 2008
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