Abusei de ti
Porque sempre quis mandar
Controlar a minha vida
E a de quem me quis amar
Pensava que era assim
Que se geria o amor
Com vontade e egoísmo
Se contornava a dor
Há sempre um pólo mais fraco
Assim ditam os sinais
São contrários porque atraem
Um a menos outro a mais
Decidiste ser silêncio
No barulho infernal
Que trouxe à nossa história
Curta e frágil, afinal
Não me obrigues a falar
Nunca fui de vis lamentos
Muito menos de chorar
Por ferir-te os sentimentos
Não sei
não sei porquê
não sei o quê
Não sei
E não quero saber
Afastei de ti
A ameaça do mal
Mas sei que não percebi
Que me expunha por igual
Às referências que tinha
Das mulheres que conquistei
Juntei preconceitos fúteis
E fiz jus ao que mudei
Compilei todas as negas
Sob a forma de uma espada
Fiz do meu corpo um castelo
Que defendi sem temer nada
Protegi-te nas muralhas
Da minha imaginação
Mas cobrei-te pelo esforço
E larguei-te na solidão
Parti rumo ao conhecido
Sem recordar a magia
Que me enfeitiçou na noite
Que nasceu depois daquele dia
Não me obrigues a falar
Nunca fui de vis lamentos
Muito menos de chorar
Por ferir-te os sentimentos
Não sei
não sei porquê
não sei o quê
Não sei
E não quero saber
Written by Mário Batista
17/07/08
quinta-feira, julho 17, 2008
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