Não há livro que me diga
Ou palavras que me alentem
Não há frase que me salve
Não há frase que me salve
Carpideiras que lamentem
É cá no fundo que entendo
Todo o tempo que perdi.
Não há metal que me queira
Ou folhinhas de papel
Não há ouro, prata ou bronze
Romances de cordel
Em tudo o que toco expulso
Um suspiro de vida.
Noves fora nada de tudo
Regra de três simples passos
Imergir sem querer
A respiração suster
E quem tocar no fundo,
Vai sair a perder.
Não me dizem como acaba
Ou sequer se continua
Não há luz que sempre dure
Em beco escuro de uma rua
Às vezes desfaleço
E acordo sem recordar.
Não passa tempo até que volte
Ou que me tire da cama
Não a convidei a entrar
Atira-me a força à lama
Sei que vai ter fim, é certo
Resta saber se vou lá estar.
Noves fora nada de tudo
Regra de três simples passos
Imergir sem querer
A respiração suster
E quem tocar no fundo,
Vai sair a perder.
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