terça-feira, julho 05, 2011

Sair a Perder

Não há livro que me diga
Ou palavras que me alentem
Não há frase que me salve
Carpideiras que lamentem
É cá no fundo que entendo

Todo o tempo que perdi.

Não há metal que me queira

Ou folhinhas de papel
Não há ouro, prata ou bronze
Romances de cordel

Em tudo o que toco expulso
Um suspiro de vida.

Noves fora nada de tudo

Regra de três simples passos
Imergir sem querer

A respiração suster
E quem tocar no fundo,

Vai sair a perder.

Não me dizem como acaba
Ou sequer se continua
Não há luz que sempre dure
Em beco escuro de uma rua

Às vezes desfaleço

E acordo sem recordar.

Não passa tempo até que volte

Ou que me tire da cama

Não a convidei a entrar
Atira-me a força à lama

Sei que vai ter fim, é certo
Resta saber se vou lá estar.

Noves fora nada de tudo

Regra de três simples passos
Imergir sem querer

A respiração suster

E quem tocar no fundo,
Vai sair a perder.



Sem comentários: