Sei lá o que quero
Mas receio ser sincero
Há palavras que ditas
Não soam como quero
Por mais que as pense sóbrias
Que as cante ou declame
Não perdem o sentido
Por mais sangue que as derrame
Tenho dúvidas
Será que vou ter de me calar
Ou dizê-las em surdina
Pior seria, prefiro ter de as apagar
De sentidos contrários
Únicos ou proibidos
São difíceis de comandar
Por caminhos desconhecidos
Caem mal e ainda magoam
São engolidas com desdém
Todos fazem das palavras
O que querem, mas não o dizem a ninguém
Tenho dúvidas
Não quero ter de me calar
Se as gitar serei feliz
Vou libertá-las para celebrar
E nunca terei de as apagar
quinta-feira, setembro 18, 2008
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