Sempre neguei certezas
Quem as tem não sabe o que diz
Ser dono do seu nariz
É um acto de coragem
Mas que não fica,
parte em viagem.
O Mundo era o nosso
Enorme, cheio mas insuficiente
Quisemos o passado no presente
Esquecemos o que e a quem ver
Habituados a amar e tocar,
e a deitar tudo a perder.
Tudo arderia em mil fogos
Se só de palavras munidos
Nas paredes e muros construídos
Acreditassemos no fim
História de embalar,
sabor a fel e cheiro de jasmim.
Fugimos a Oriente
Onde outros como nós deixaram
Credos e palavras que não acabaram
Está nestas mãos maduras
O futuro que a nós pertence,
se não me matas, porque me curas?
Prefiro que tudo acabe
A nessas certezas acreditar
Ver-nos a definhar
Ter-te sem ter de nada vale
Longe de ti,
já nada me faz mal.
Não voltes
Não voltes.
quinta-feira, setembro 18, 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário