sábado, setembro 10, 2011

Sozinho


Sozinho,


Farei dos cantos companhia


Num abrigo que me fala em sussurro


É o vento, afinal.


Sozinho,


Farei das tripas, coração


E do peito apertado emerge um peso


A liberdade, ansiada.


Sozinho,


Como o poeta diz estar


Mas nas letras se expurga e condena


Até que o amor passe.


Sozinho,


Entre os poucos que se importam


Nem ajuda nem desígnio


Melhor assim.


Sozinho,


Em estado de alma penada


Corpo inerte, prostrado e frio


O amor vai fugindo.


Sozinho,


E com tanto para dar


Prometo-me não mais desperdiçar


Em quem o não quer.


Sozinho,


Olho-a e vejo nela o que sou


Apenas tua vales a pena, meu amor


Na tua companhia, sozinho


Deixo de estar.


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