Sozinho,
Farei dos cantos companhia
Num abrigo que me fala em sussurro
É o vento, afinal.
Sozinho,
Farei das tripas, coração
E do peito apertado emerge um peso
A liberdade, ansiada.
Sozinho,
Como o poeta diz estar
Mas nas letras se expurga e condena
Até que o amor passe.
Sozinho,
Entre os poucos que se importam
Nem ajuda nem desígnio
Melhor assim.
Sozinho,
Em estado de alma penada
Corpo inerte, prostrado e frio
O amor vai fugindo.
Sozinho,
E com tanto para dar
Prometo-me não mais desperdiçar
Em quem o não quer.
Sozinho,
Olho-a e vejo nela o que sou
Apenas tua vales a pena, meu amor
Na tua companhia, sozinho
Deixo de estar.
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