quarta-feira, dezembro 05, 2007

Tudo ou nada

Escrevo-te a prosa
Não passo a limpo o refrão
Quero-o rude, sujo, genuíno
Como só tu sabes ser e eu não
Vejo o teu nome nele
Em letras minúsculas, sem negrito
Como o quero, sem protagonismos
Não tos dou porque os evito
Pensei que me soubesses
Mais informado sobre o que sentes
Nunca te chamei pela tua verdade
Mas sempre acreditei que não mentes

É um tudo ou nada
É um tudo ou nada que te peço
É um tudo ou nada
É um tudo ou nada

Quis saltar borda fora
Afundar-me no mar da certeza
Esse lá longe, o das ondas sem cor
Fugir desta crença na deusa
Prestar culto e vassalagem
Não é sinónimo de escravidão
Adoro formar um conjunto
Antónimo de solidão
Quero-te pelo que és
O teu registo como o chamo
Esqueço tudo o que é mesquinho
Quando me lembro que te amo

É um tudo ou nada
É um tudo ou nada que te peço
É um tudo ou nada
É um tudo ou nada que mereço

1 comentário:

raco disse...

My friend, fico contente por continuares a trabalhar para o meu (nosso) futuro!!!